Sinceramente não esperava que seria só um livro de probabilidade mas tudo bem
Reviews and Comments
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Miguel Medeiros commented on O andar do bêbado by Leonard Mlodinow (Zahar)
Miguel Medeiros finished reading Dez Argumentos Para Você Deletar Agora Suas Redes Sociais by Jaron Lanier
O livro “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais” propõe um manifesto contra as redes sociais. Para qualquer internauta bem informado praticamente todos seus argumentos não são novidade, ainda assim esta poderia ser uma boa porta de entrada para uma visão mais crítica acerca dessas plataformas que pautam o discurso atual. Infelizmente o livro falha em sua missão, por mais que seus argumentos sejam relevantes sua escrita é preguiçosa e leva ao tédio. Esse é o tipo de livro que parece mais um blog post enrolado até as 200 páginas de um livro. Além disso, apesar de se mostrar um livro teoricamente contra as redes sociais, não consegue perceber a lógica corporativa por trás do funcionamento dessas redes, logo não é crítico às big techs, inclusive nunca as chama assim, prefere no lugar criar um nome próprio “BUMMER”. Tanto que o livro chega a dar como solução para …
O livro “Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais” propõe um manifesto contra as redes sociais. Para qualquer internauta bem informado praticamente todos seus argumentos não são novidade, ainda assim esta poderia ser uma boa porta de entrada para uma visão mais crítica acerca dessas plataformas que pautam o discurso atual. Infelizmente o livro falha em sua missão, por mais que seus argumentos sejam relevantes sua escrita é preguiçosa e leva ao tédio. Esse é o tipo de livro que parece mais um blog post enrolado até as 200 páginas de um livro. Além disso, apesar de se mostrar um livro teoricamente contra as redes sociais, não consegue perceber a lógica corporativa por trás do funcionamento dessas redes, logo não é crítico às big techs, inclusive nunca as chama assim, prefere no lugar criar um nome próprio “BUMMER”. Tanto que o livro chega a dar como solução para questões das redes o alternância do modelo de negócios de propaganda para mensalidades, não percebendo o mal que eles continuariam a causar mesmo sendo pagas e não precisarem de anunciantes. O livro chega a dizer que o apoio dessas corporações a políticos de extrema direita é completamente aleatório, que as redes não são nem progressistas nem conservadoras, um discurso completamente despolitizante e passando um baita pano pela fastiscização do mundo que as redes colocaram em curso.
O termo “engajamento” faz parte da linguagem familiar, eufemística, que esconde a imensa estupidez da máquina que construímos. Precisamos usar termos como “vício” e “modificação de comportamento”. Eis outro exemplo do eufemismo dessa linguagem: ainda chamamos de “anunciantes” os clientes das empresas de mídia social — para ser justo, muitos deles o são. Afinal, eles querem que você compre uma marca específica de sabonete ou qualquer outra coisa. Mas também podem ser pessoas repugnantes, obscuras, que querem minar a democracia. Prefiro, portanto, usar o termo “manipuladores” para descrever esse tipo de gente.
Miguel Medeiros reviewed O saber dos antigos by Giovanni Reale (Leituras Filosoficas)
Uma boa ideia nas mãos erradas
Com base nas interpretações heideggerianas do niilismo nietzschiano Giovanni Reale indica os dez males contemporâneos, propondo uma terapia baseada no pensamento antigo.
Apesar de apontamentos relevantes, sinto um certo descolamento da realidade por parte de Reale alimentado por um antimarxismo que o impede de enxergar certas raízes para os verdadeiros males contemporâneos. Isso se mostra de forma muito visível em sua crítica ao produtivismo, o autor aponta a nossa “necessidade de fazer” e uma corrida desenfreada por desenvolvimento como fim em si próprio e não consegue associar esse fenômeno ao modo de produção expansionista do capitalismo. Reale sugere a vida contemplativa como alternativa, está sendo o objetivo supremo de todo homem e não percebe que não há alternativa para o homem médio a não ser produzir
No próximo capítulo Reale salienta a problemática da felicidade como o bem-estar material onde a “abundância dos bens materiais, em vez de preencher o …
Com base nas interpretações heideggerianas do niilismo nietzschiano Giovanni Reale indica os dez males contemporâneos, propondo uma terapia baseada no pensamento antigo.
Apesar de apontamentos relevantes, sinto um certo descolamento da realidade por parte de Reale alimentado por um antimarxismo que o impede de enxergar certas raízes para os verdadeiros males contemporâneos. Isso se mostra de forma muito visível em sua crítica ao produtivismo, o autor aponta a nossa “necessidade de fazer” e uma corrida desenfreada por desenvolvimento como fim em si próprio e não consegue associar esse fenômeno ao modo de produção expansionista do capitalismo. Reale sugere a vida contemplativa como alternativa, está sendo o objetivo supremo de todo homem e não percebe que não há alternativa para o homem médio a não ser produzir
No próximo capítulo Reale salienta a problemática da felicidade como o bem-estar material onde a “abundância dos bens materiais, em vez de preencher o homem, o esvaziou”, novamente não percebe a lógica capitalista de produção e consumo, Marx nos alerta nos Manuscritos Econômico-Filosóficos “Todas essas conseqüências decorrem do fato de o trabalhador ser relacionado com o produto de seu trabalho como com um objeto estranho. [...] O trabalhador põe a sua vida no objeto, e sua vida, então, não mais lhe pertence, porém, ao objeto.” o trabalho nos aliena e ao consumirmos o fruto do trabalho nos alienamos novamente.
Seu capítulo sobre a não violência chega a soar cômico em sua timidez. Começando como uma crítica geral a violência em abstrato, aos poucos o autor caminha para um pensamento anti revolucionário sem nunca mencionar diretamente algum processo revolucionário, se contenta com uma fábula um tanto quanto ingênua de Dino Buzzati, “A revolta dos cretinos” um conto um tanto caricato sobre a busca por igualdade que descamba para o empobrecimento da sociedade. Essa parte soa desconexa do contexto da não violência passado até então, uma digressão gratuita ao tema que não tem coragem para levar ao fim suas verdadeiras intenções
Em outro capítulo Reale advoga contra o “ideologismo” em uma tentativa maior de negar Marx. Interpreta a ideologia como uma forma de “fé” que corrompe e que pode “subverter os próprios fatos e violentar a realidade, como a história do marxismo e do chamado socialismo real comprovam”, irônico como o autor não reconhece os próprios ideologismos na fala. De forma geral Reale se precipita ao tratar da ideologia como um objeto de atribuição, ativamente apossada que macula a “verdade”. De uma forma tanto quanto romântica Reale prega pela “verdade” como a luz que ilumina o mundo e trata a ideologia como a negação da verdade. É esta visão moral
Mesmo nos momentos onde seu antimarxismo não se mostra diretamente aparente o autor permanece dissonante com a realidade, um de suas críticas durante seu livro é do cientificismo, algo que pode sim estar presente dentro de certos círculos, principalmente os acadêmicos mas que de forma alguma é um mal da sociedade contemporânea. Muito pelo contrário vivemos uma onda da anticiência e fanatismo religioso, se o livro dá a entender que estamos nos tornando demasiadamente céticos “anti-metafísicos” a realidade mostra que talvez precisemos de um pouco mais de ceticismo
No geral o livro apresenta um bom conceito em encontrar as origens de nosso mal estar mas falha na radicalidade ao defrontar-se com eles. O livro foi um grande potencial desperdiçado, quem sabe com a mesma ideia com o autor certo não encontremos uma grande perola
Miguel Medeiros finished reading O saber dos antigos by Giovanni Reale (Leituras Filosoficas)
Miguel Medeiros commented on O saber dos antigos by Giovanni Reale (Leituras Filosoficas)
Miguel Medeiros commented on O saber dos antigos by Giovanni Reale (Leituras Filosoficas)
Mesmo quando Reale acerta acaba errando.
Ao falar sobre o produtivismo como mal da sociedade o autor tem razão em suas falas, inclusive aponta a necessidade de uma vida contemplativa no lugar de uma ativa/produtiva.
O problema é, todo esse mal é apenas subproduto do modo de produção expansionista do capitalismo, sobre ele não há vida contemplativa para o proletário, e como um antimarxista o autor nunca sequer toca nesse ponto
Miguel Medeiros commented on O saber dos antigos by Giovanni Reale (Leituras Filosoficas)
Giovanni Raeli parece desconectado da realidade, para ele os males do homem de hoje são o Cientificismo, materialismo histórico dialético, bem estar material e outros
As pessoas mal acreditam na ciência, materialismo histórico dialético? serio? Só meia dúzia de comunistas sabem o que é isso. Bem estar material? As pessoas estão passando fome
Miguel Medeiros reviewed O feminismo é para todo mundo by bell hooks
O que é o feminismo?
Nossa compreensão do feminismo vem por meio da ótica de seus próprios opressores. Assimilamos as percepções de um movimento de emancipação por meio da narrativa naturalmente antagônicas. A mensagem é moldada pela estrutura, absorvemos uma visão distorcida que muitas vezes subestima ou deturpa os princípios fundamentais. Julgar o feminismo através de nossa mídia equivale a decifrar o trabalhador pela ótica do patrão, a interpretar o escravo através das palavras de seu senhor. Quem nega o feminismo muita das vezes nega uma paródia, "elas não rejeitaram a mensagem; elas não conhecem a mensagem". - O que é então o feminismo por uma feminista? Para bell hooks o "feminismo é um movimento para acabar com o sexismo, exploração sexista e opressão [...] e todas as ações sexistas são problemas, independente de quem os perpetua ser mulher ou homem, criança ou adulto. (p.17)"
Miguel Medeiros started reading Criando um segundo cérebro by Tiago Forte
Miguel Medeiros wants to read Criando um segundo cérebro by Tiago Forte
Miguel Medeiros reviewed A que custo? by Nicholas Freudenberg
Miguel Medeiros started reading A que custo? by Nicholas Freudenberg
Minhas impressões iniciais: Pelas primeiras paginas parece ser um livro muito limitado querendo abordar o capitalismo não como algo inerentemente quebrado mas como algo que veio da dar errado. Parece que não vai encostar em Marx o cara que destrinchou esse sistema. Ainda assim pelo menos tiro algumas informações interessante dentro do que o livro consegue fazer, exemplos:
Dados sobre o Estados Unidos: - Diagnósticos de depressão grave aumentaram 33% desde 2013 - O numero de desabrigados é 3 vezes maior do que em 1983 - Nos ultimo 5 anos a expectativa de vida diminuiu