Mancada finished reading A História Secreta by Donna Tartt

A História Secreta by Donna Tartt
In a rural Vermont college, a group of Classics students get carried away at a bacchanal, and an innocent man …
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In a rural Vermont college, a group of Classics students get carried away at a bacchanal, and an innocent man …
Mais uma história do detetive Phillip Marlowe, a quarta que eu li, e tem tudo que se espera dessa série. Dessa vez com personagens do mundo do cinema e pessoas mortas com um picador de gelo.
Marlowe encontra algumas personagens que vão se revelando ao longo do livro como Orfamay (a irmã mais nova) e Gonzalez (uma atriz), e outras que aparecem e somem em seguida, como o agente que representa atrizes e é difícil de alcançar atrás de secretárias e assistentes, ou o dono de estúdio de cinema que conversa com Marlowe casualmente enquanto passeia com os cachorros. Gostei também do detetive da polícia French, que faz um pequeno discurso sobre como é ser policial e ter que lidar com investigador particular escondendo informações.
A história é complicada mas se desenrola no final de forma satisfatória. Bem divertido. Eventualmente pretendo ler os três outros livros que faltam.
Seu nome é Orfamay Quest, e ela veio de uma pequena cidade no interior do Kansas até Los Angeles, em …
Começa com um cara rico que manda fazer um foguete e vai pro espaço, uns nomes engraçados tipo "infundíbulo" e parece que vai ser uma história de aventura que passa por vários planetas. Mas é uma história de guerra e outros tipos de violência, de pessoas sendo manipuladas para fazerem coisas horríveis. Um guia depressivo das galáxias.
Única coletânea publicada enquanto Shirley Jackson ainda era viva, A loteria e outros contos traz histórias que incorporam tanto as …
Nesses contos a autora apresenta cenas e personagens que geram sempre uma sensação de desconforto, às vezes com a morte, e outras vezes de coisas mais comuns, como se sentir enganado ou usado. Na maior parte as personagens são mulheres.
Algumas histórias ficaram na minha cabeça por dias, outras meio que esqueci rápido, e acho que varia da experiência prévia de cada leitor o que marca mais. Meus preferidos foram "A loteria", "Charles", "Como mamãe fazia".
Aparentemente Bradbury ficou obcecado por Marte e viagens de foguete. Nas histórias que estão neste livro ele vai falar de vários assuntos e em muitas delas construindo narrativas que se passam no planeta Marte ou em viagens espaciais, e às vezes achei que deu muito certo, outras vezes nem tanto.
"O homem do foguete" é um dos casos que achei que o tema foi bem aplicado, mostrando uma família cujo pai passa meses viajando a trabalho, e quando volta não consegue estabelecer uma ligação com a esposa e filho. Acho que dá pra pensar em histórias de imigração, em que a pessoa se sente estrangeira tanto em casa como no outro país, ou também nas histórias de guerra em que o soldado quer voltar pra casa, mas quando volta não se adapta e acaba querendo ir pra guerra outra vez. Esse conto também serviu de inspiração pra música do Elton …
Aparentemente Bradbury ficou obcecado por Marte e viagens de foguete. Nas histórias que estão neste livro ele vai falar de vários assuntos e em muitas delas construindo narrativas que se passam no planeta Marte ou em viagens espaciais, e às vezes achei que deu muito certo, outras vezes nem tanto.
"O homem do foguete" é um dos casos que achei que o tema foi bem aplicado, mostrando uma família cujo pai passa meses viajando a trabalho, e quando volta não consegue estabelecer uma ligação com a esposa e filho. Acho que dá pra pensar em histórias de imigração, em que a pessoa se sente estrangeira tanto em casa como no outro país, ou também nas histórias de guerra em que o soldado quer voltar pra casa, mas quando volta não se adapta e acaba querendo ir pra guerra outra vez. Esse conto também serviu de inspiração pra música do Elton John, Rocket man.
Em "Os exilados" a humanidade ficou muito científica e aboliu a superstição e a fantasia. De alguma forma Edgar Allan Poe, William Shakespeare, Ambrose Bierce e outros autores que criaram histórias de fantasmas, bruxas e monstros estão sobrevivendo em Marte. Isso até a humanidade avançar e chegar naquele planeta. Uma viagem, divertida, e o autor iria desenvolver melhor o tema em Fahrenheit 451, tirando a viagem a outro planeta e usando o conceito dos bombeiros que queimam livros.
"O misturador de concreto" é um conto divertido sobre Marte invadindo a Terra, do ponto de vista dos marcianos, mas quando eles chegam na Califórnia prontos pra guerra as coisas não acontecem como esperavam. Em "O jogo virou" o autor fala sobre a segregação racial que acontecia nos EUA, também usando Marte como cenário.
Dito isso, também tem contos que se passam na Terra, histórias sobre tecnologias que se tornam perigosas (A Savana, Marionetes S.A.), histórias sobre o perigo de não prestar atenção ao que os filhos estão fazendo (Hora zero, A Savana de novo), pessoas fugindo da guerra (A raposa e a floresta), e o próprio "Homem Ilustrado" é um terror que eu gostaria que tivesse sido melhor explorado.
As histórias são boas, o livro entretém e também funciona para termos uma ideia sobre os assuntos que eram importantes no ocidente nos anos 1950, e como isso estavam sendo incorporados na ficção científica. Recomendo a leitura.
Não conhecia a autora desse livro, e antes de começar a ler só sabia que na história acontece uma pandemia que mata uma boa parte da população do mundo.
O livro já capturou minha atenção no primeiro capítulo e a partir daí mantém o ritmo bom. Não que avance a história sem parar, na verdade a autora vai contar a história fazendo saltos no tempo, entre o antes da pandemia e o depois, e a narração acompanha acontecimentos nas vidas de algumas pessoas, cujas histórias acabam se cruzando em vários momentos.
Além desses saltos de tempo e ponto de vista, há outras características comuns na literatura contemporânea, como as menções a cultura pop que as personagens vão trazendo quando relembram o passado ou encontram objetos antigos, a história dentro da história (uma história em quadrinhos), o uso do texto em forma de entrevista em alguns pontos.
Apesar disso não é …
Não conhecia a autora desse livro, e antes de começar a ler só sabia que na história acontece uma pandemia que mata uma boa parte da população do mundo.
O livro já capturou minha atenção no primeiro capítulo e a partir daí mantém o ritmo bom. Não que avance a história sem parar, na verdade a autora vai contar a história fazendo saltos no tempo, entre o antes da pandemia e o depois, e a narração acompanha acontecimentos nas vidas de algumas pessoas, cujas histórias acabam se cruzando em vários momentos.
Além desses saltos de tempo e ponto de vista, há outras características comuns na literatura contemporânea, como as menções a cultura pop que as personagens vão trazendo quando relembram o passado ou encontram objetos antigos, a história dentro da história (uma história em quadrinhos), o uso do texto em forma de entrevista em alguns pontos.
Apesar disso não é um desses livros com 500 páginas, a minha leitura foi bem tranquila, não cansei e nem fiquei confuso com o que estava acontecendo. Na verdade são poucas personagens que ficam se alternando no centro da atenção, e a autora escreve bem e consegue nos colocar dentro desse mundo e próximo dessas pessoas sem exagerar em descrições.
É muito bonita a história da companhia itinerante no meio da morte e da destruição do mundo, e dessas pessoas que conseguem se conectar com desconhecidos através da arte (seja Shakespeare ou quadrinhos), porque acreditam que sobreviver não é o suficiente. Acho que vou ficar um bom tempo dizendo pra todo mundo que quiser uma indicação de livro: leiam Estação Onze.
One of San Francisco Chronicle’s Favorite Books of 2023 “An intelligent, defiant novel, akin to any of Annalee Newitz’s writings …
Esse livro reúne contos inspirados na vida do próprio autor, de um família de imigrantes italianos, católicos, vivendo nos EUA. No início o personagem é criança, o pai e a mãe aparecem bastante, e também a escola de freiras. Mais pro fim ele já está um pouco mais velho e saiu da casa dos pais.
Algumas histórias são engraçadas, como as que mostram o menino num ciclo de fazer ago errado, perceber que cometeu um pecado mortal e se desesperar, se arrepender e confessar ao padre, se sentir aliviado e começar de novo. Alguns dos contos que eu gostei mais foram "Um de nós" (triste), e "Uma esposa para Dino Rossi" (esse faz passar raiva, rir, ficar triste).
Não é o tipo de livro que eu costumo procurar, as histórias de família que me chamam atenção geralmente tem pelo menos um fantasma ou um envenenamento. Mas eu gostei, fui lendo …
Esse livro reúne contos inspirados na vida do próprio autor, de um família de imigrantes italianos, católicos, vivendo nos EUA. No início o personagem é criança, o pai e a mãe aparecem bastante, e também a escola de freiras. Mais pro fim ele já está um pouco mais velho e saiu da casa dos pais.
Algumas histórias são engraçadas, como as que mostram o menino num ciclo de fazer ago errado, perceber que cometeu um pecado mortal e se desesperar, se arrepender e confessar ao padre, se sentir aliviado e começar de novo. Alguns dos contos que eu gostei mais foram "Um de nós" (triste), e "Uma esposa para Dino Rossi" (esse faz passar raiva, rir, ficar triste).
Não é o tipo de livro que eu costumo procurar, as histórias de família que me chamam atenção geralmente tem pelo menos um fantasma ou um envenenamento. Mas eu gostei, fui lendo devagar, e às vezes uma linha me lembrava de alguma coisa que aconteceu comigo ou com alguém que conheço, e eu começava a viajar, depois voltava a ler. Foi bom variar.
A história é contada pela Mary Katherine (Merricat) e os primeiros capítulos mostram como essa família Blackwood vive numa grande propriedade cercada, isolada do vilarejo vizinho. A Merricat é hostilizada quando vai ao vilarejo, mas faz questão de sentar para tomar um café para mostrar que não está com medo. Ao mesmo tempo que nós vemos as pessoas do lugar sendo agressivas na cena do café e nas brincadeiras das crianças, os pensamentos da narradora também vão se revelando nos comentários de como ela imagina todos apodrecendo por dentro e morrendo, e se imagina andando sobre os seus corpos.
Essa hostilidade aparentemente acaba do lado de dentro da cerca, no ambiente isolado da casa em que vive com a irmã, o tio e o gato, e que ela protege com palavras mágicas e objetos enterrados. É como se a família estivesse isolada no espaço da propriedade e também no tempo, …
A história é contada pela Mary Katherine (Merricat) e os primeiros capítulos mostram como essa família Blackwood vive numa grande propriedade cercada, isolada do vilarejo vizinho. A Merricat é hostilizada quando vai ao vilarejo, mas faz questão de sentar para tomar um café para mostrar que não está com medo. Ao mesmo tempo que nós vemos as pessoas do lugar sendo agressivas na cena do café e nas brincadeiras das crianças, os pensamentos da narradora também vão se revelando nos comentários de como ela imagina todos apodrecendo por dentro e morrendo, e se imagina andando sobre os seus corpos.
Essa hostilidade aparentemente acaba do lado de dentro da cerca, no ambiente isolado da casa em que vive com a irmã, o tio e o gato, e que ela protege com palavras mágicas e objetos enterrados. É como se a família estivesse isolada no espaço da propriedade e também no tempo, com o tio sempre falando e fazendo anotações sobre eventos passados, a Merricat que parece não ter crescido nos últimos anos, e a Constance, que revela algumas coisas nas falas mas não dá pra saber exatamente o que se passa na cabeça dela. Isso vai mudar com a chegada do primo, que leva o conflito pra dentro da casa.
É uma leitura rápida mas marcante, com personagens muito interessantes e um texto agradável de ler, apesar de tudo de sinistro que acontece. Recomendaria a todos.