Miguel Medeiros quoted Malcolm X Fala by George Breitman
É perigoso, sabe, se deixar afetar toda vez que alguém está falando, achar que estão falando de você. Isso não é bom.
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É perigoso, sabe, se deixar afetar toda vez que alguém está falando, achar que estão falando de você. Isso não é bom.
A Klan é uma organização covarde. Aperfeiçoou a arte de amedrontar os negros. Enquanto o negro estiver com medo, a Klan está segura. Mas a Klan mesmo é covarde. Eles nunca vêm sozinhos te pegar. Vêm todos juntos. Eles têm medo de você. Mas, enquanto estão colocando a corda no seu pescoço, você fica parado dizendo: “Perdoa-os, Senhor, eles não sabem o que fazem”. Estão fazendo isso há tanto tempo que são especialistas, eles sabem o que estão fazendo. Já que o governo federal tem mostrado que não vai fazer nada contra eles, a não ser conversar, então é um dever, é seu e meu dever como homens, como seres humanos, é nosso dever para com o nosso povo, organizarmo-nos por nossa conta e mostrar ao governo que, se não parar a Klan, nós mesmos pararemos. Só assim veremos o governo começar a fazer algo a respeito. Mas não pense que vão fazer isso com base em alguma moralidade. Não. Então, eu não acredito em violência – é por isso que quero dar um fim a ela. Mas não se pode dar um fim a ela com amor, não com o amor por esse tipo de coisa. Não! Portanto, só insistimos em uma ação vigorosa como autodefesa – e sentimos que temos justificativa para iniciar uma ação vigorosa por qualquer meio necessário.
O poder nunca dá um passo atrás – somente quando está diante de mais poder. O poder não recua diante de um sorriso, ou diante de uma ameaça, ou diante de algum tipo de ação amorosa não violenta. Não é da natureza do poder recuar diante de qualquer outra coisa, a não ser diante de mais poder. E é isso que as pessoas perceberam no Sudeste Asiático, no Congo, em Cuba, em outras partes do mundo. O poder reconhece apenas o poder, e todos aqueles que compreenderam isso tiveram ganhos.
Os discursos aqui reunidos foram proclamados, com exceção de "Mensagem às bases", entre 1964 e 1965. Diferentemente dos grupos que …
Quase todos os países que conquistaram a independência constituíram algum tipo de sistema socialista, e isso não é por acaso. Essa é outra razão pela qual eu digo que você e eu aqui na América – nós, que estamos procurando um emprego, que procuramos uma moradia melhor, que procuramos uma educação melhor –, antes de tentarmos nos incorporar, integrar ou desintegrar neste sistema capitalista, deveríamos olhar para lá e descobrir como esses povos que obtiveram a liberdade conseguiram melhor moradia, melhor educação, melhor comida e melhores roupas.
Nenhum deles adota o sistema capitalista, porque perceberam que não funciona. Só se pode operar um sistema capitalista como um vampiro; um capitalista precisa ter o sangue de alguém para sugar. Mostrem-me um capitalista, e eu mostrarei a vocês um sanguessuga. Só se pode ser um capitalista quando se é sanguessuga. Tem que conseguir sangue em algum lugar que não dele mesmo, e é assim que ele consegue – sangue de algum lugar ou de alguém que não dele mesmo. Por isso, quando reparamos no continente africano, quando vemos os problemas que estão acontecendo entre o Oriente e o Ocidente, descobrimos que as nações da África estão desenvolvendo sistemas socialistas para resolver seus problemas.
A obra O tomismo – Introdução à filosofia de Santo Tomás de Aquino, de Étienne Gilson, publicada pela primeira vez …
A linguagem, entendida como atividade humana de falar, apresenta cinco dimensões universais: criatividade (ou enérgeia), materialidade, semanticidade, alteridade e historicidade. Criatividade, porque a linguagem, forma de cultura que é, se manifesta como atividade livre e criadora, ou “do espírito”, isto é, como algo que vai mais além do aprendido, que não simplesmente repete o que já foi produzido. Materialidade, porque a linguagem é, primeiramente, uma atividade condicionada fisiológica e psiquicamente, pois implica, em relação ao falante, a capacidade de utilizar os órgãos de fonação, produzindo signos fonéticos articulados (fonemas, grafemas, quando representados na escrita, etc.) com que estabelece diferenças de significado (por exemplo, Pala, Vala, Mala, Tala, Rala, etc.); enquanto, em relação ao ouvinte, implica a capacidade de perceber tais fonemas e interpretar o percebido como referência ao conteúdo configurado pelo falante mediante os signos fonéticos articulados. É o nível biológico da linguagem. Semanticidade, porque a cada forma corresponde um conteúdo significativo, já que na linguagem tudo significa, tudo é semântico. Alteridade, porque o significar é originariamente e sempre um “ser com outros”, próprio da natureza político-social do homem, de indivíduos que são homens juntos a outros e, por exemplo, como falantes e ouvintes, são sempre cofalantes e coouvintes. Historicidade, porque a linguagem se apresenta sempre sob a forma de língua, isto é, de tradição linguística de uma comunidade histórica. Não existe língua desacompanhada de sua referência histórica: só há língua portuguesa, língua francesa, língua inglesa, língua espanhola, língua latina, etc.
— Moderna Gramática Portuguesa by Evanildo Bechara (Page 37)
Entende-se por linguagem qualquer sistema de signos simbólicos empregados na intercomunicação social para expressar e comunicar ideias e sentimentos, isto é, conteúdos da consciência. A linguagem se realiza historicamente mediante sistemas de isoglossas comprovados numa comunidade de falantes, conhecidos com o nome de línguas, como veremos adiante. Tal conceituação envolve as noções preliminares do que seja sistema, signo, símbolo e intercomunicação social. Sistema é todo conjunto de unidades, concretas ou abstratas, reais ou imaginárias, que se encontram organizadas e que se ordenam para a realização de certa ou de certas finalidades [HCv.1, 264]. Entende-se por signo ou sinal a unidade, concreta ou abstrata, real ou imaginária, que, uma vez conhecida, leva ao conhecimento de algo diferente dele mesmo: as nuvens negras e densas no céu manifestam ou são o sinal de chuva iminente; o -s final em livros é o signo ou sinal de pluralizador, assim como em cantas é o signo de 2.ª pessoa do singular. Por isso mesmo se diz que tais unidades são simbólicas, já que se entende em geral por símbolo aquilo que, por convenção, manifesta ou leva ao conhecimento de outra coisa, a qual substitui. Assim, o cordeiro é o “símbolo” da mansidão; o macaco, da astúcia. No que toca estritamente à linguagem humana, pois só ela é a linguagem objeto da Linguística, os signos linguísticos diferem dos símbolos porque estes não constituem necessariamente sistema e podem sozinhos e sem nenhuma oposição “simbolizar”. A oposição é um princípio fundamental para a determinação da existência dos signos linguísticos, como veremos adiante. Por fim, intercomunicação social, porque a linguagem é sempre um estar no mundo com os outros, não como um indivíduo particular, mas como parte do todo social, de uma comunidade.
— Moderna Gramática Portuguesa by Evanildo Bechara (Page 36 - 37)
Com mais de meio milhão de exemplares vendidos apenas nas duas últimas edições, a Moderna Gramática Portuguesa alcança a 40.a …
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Escrito entre agosto e setembro de 1917, em meio às perseguições do governo provisório encabeçado por Aleksandr Keriénski, este livro …
Há brancos na comunidade que são sinceros quando dizem que querem ajudar. Bem, mas como eles podem ajudar? Como um branco pode ajudar o negro a resolver seu problema? Em primeiro lugar, vocês não podem resolver por ele. Vocês podem ajudá-lo a resolver, mas não podem resolver por ele hoje. Uma das melhores maneiras de ajudá-lo a resolver é fazer com que o chamado “negro”, aquele envolvido na luta pelos direitos civis, veja que a luta pelos direitos civis deve ser expandida para além do patamar dos direitos civis – para os direitos humanos. Uma vez que ela se expanda para além do patamar dos direitos civis, para o nível dos direitos humanos, abre-se a porta para todos os nossos irmãos e irmãs na África e na Ásia, que já conseguiram sua independência, virem em nosso socorro.