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Miguel Medeiros

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Success! Miguel Medeiros has read 48 of 48 books.

Cal Newport: Minimalismo digital (Portuguese language, Alta Books) No rating

O minimalismo é a arte de saber quanto é suficiente. O minimalismo digital aplica essa …

Agora consideremos a segunda força que estimula o comportamento vicioso: a necessidade de aprovação social. Como Alter escreve: “Somos seres sociais que nunca ignoram completamente o que os outros pensam a respeito de nós.” Esse comportamento é adaptativo. Nos tempos paleolíticos, era importante cultivar sua relação social com outros membros da tribo, pois sua sobrevivência dependia disso. No século XXI, contudo, novas tecnologias sequestraram essa necessidade profunda para criar vícios comportamentais lucrativos.

Considere, mais uma vez, os botões de feedback das mídias sociais. Além de serem inesperados, esses feedbacks também dizem respeito à aprovação alheia. E, caso muitas pessoas cliquem no pequeno ícone de coração logo abaixo da sua última postagem no Instagram, parece que a tribo está lhe mostrando a aprovação que estamos adaptados a desejar fortemente.** O outro lado dessa barganha evolutiva é que a falta de feedback positivo gera angústia. Esse é um grande negócio baseado no cérebro paleolítico, e, portanto, desenvolve uma necessidade urgente de monitorar continuamente essa informação “vital”.

O poder dessa necessidade de aprovação social não deve ser subestimado. Leah Pearlman, ex-gerente de produto na equipe que desenvolveu o botão “Curtir” para o Facebook (autora do post que o anunciou em 2009), tornou-se tão cautelosa com o caos provocado que, agora, como pequena empresária, ela possui um gerente de mídia social para gerenciar sua conta no Facebook, e assim evitar a exposição à manipulação social. “Independente de haver uma notificação, não é tão bom quanto parece.” Pearlman falou sobre a experiência de conferir os comentários nas mídias sociais. “Seja o que for que esperemos ver, nunca estará naquela barra.”

Uma maneira semelhante de regular a aprovação social explica a atual obsessão entre os adolescentes de manter “streaks” do Snapchat com seus amigos, como uma sequência ininterrupta de comunicação diária que confirma de forma satisfatória que a relação é forte. Também explica o desejo universal de imediatamente responder a uma mensagem recebida, mesmo na situação mais inadequada ou perigosa (como, por exemplo, ao volante). Nosso cérebro paleolítico categoriza ignorar uma mensagem recém-chegada como esnobar o membro da tribo chamando sua atenção para fogo comunal: uma gafe socialmente perigosa.

O setor de tecnologia tornou-se adepto da exploração desse instinto de aprovação. As mídias sociais, em particular, estão cuidadosamente adaptadas para lhe oferecer um rico fluxo de informações sobre o quanto (ou quão pouco) seus amigos têm pensado em você. Tristan Harris destaca o exemplo de marcar pessoas em fotos em aplicativos como Facebook, Snapchat e Instagram. Quando você publica uma foto usando esses serviços, pode marcar os outros usuários que aparecem na foto. Esse processo envia uma notificação para o usuário marcado. Como explica Harris, esses serviços tornam o processo quase automático, usando algoritmos de reconhecimento de imagem de ponta para descobrir quem está em suas fotos e lhe oferecer a possibilidade de marcá-lo com apenas um clique — geralmente após uma rápida confirmação sim/não (“Você deseja marcar…?”) à qual você provavelmente responderá “sim”.

Esse clique único não requer quase nenhum esforço de sua parte; mas, para o usuário marcado, a notificação resultante cria um sentimento socialmente satisfatório de que você estava pensando nele. Como argumenta Harris, essas empresas não investiram os volumosos recursos necessários para aperfeiçoar esse mecanismo de tagueamento automático porque era de alguma forma crucial para a utilidade de sua rede social, mas o fizeram para aumentar significativamente a quantidade de louros de aprovação social que seus aplicativos oferecem aos usuários.

Como Sean Parker confirmou ao descrever a filosofia do design desses recursos: “É um ciclo de feedback de validação social… exatamente o que um hacker como eu faria, porque explora uma vulnerabilidade da psicologia humana.”

Minimalismo digital by  (14%)

Cal Newport: Minimalismo digital (Portuguese language, Alta Books) No rating

O minimalismo é a arte de saber quanto é suficiente. O minimalismo digital aplica essa …

Comecemos pela primeira força: o reforço positivo intermitente. Os cientistas sabem, desde os famosos experimentos com o pombo de Michael Zeiler, em 1970, que recompensas adquiridas imprevisivelmente são muito mais atraentes do que as obtidas por um padrão conhecido. Algo a respeito da imprevisibilidade libera mais dopamina — um importante neurotransmissor que regula nosso senso de desejo. O experimento de Zeiler contava com pombos bicando um botão que imprevisivelmente liberava alimentos. Como Alter aponta, esse mesmo comportamento básico é manipulado pelos botões de feedback que acompanham a maioria dos posts de mídias sociais desde que o Facebook adicionou o ícone “Curtir”, em 2009.

“É difícil destacar o quanto o botão ‘Curtir’ mudou a psicologia de uso do Facebook”, escreveu Alter. “O que começou como um modo passivo de acompanhar a vida dos amigos se tornou profundamente interativo, com o exato tipo de feedback imprevisível que motivou os pombos de Zeiler.” Alter continua descrevendo usuários como “apostadores” toda vez que postam algo em uma plataforma de mídia social: você terá curtidas (ou corações ou retuítes) ou definhará sem feedback? As curtidas criam o que um engenheiro do Facebook chama de “radiantes sinetas de pseudoprazer”, enquanto a carência do feedback causa o efeito contrário. De qualquer maneira, o resultado é difícil de prever — o que, como a psicologia do vício nos ensina, torna o hábito de postar e verificar irritantemente atraente.

O feedback das mídias sociais, no entanto, não é a única atividade online com essa propriedade de reforço imprevisível. Muitas pessoas visitam sites com propósitos específicos — digamos, verificar a previsão do tempo em um jornal — e, 30 minutos depois, encontram-se inconscientemente seguindo uma série de links, saltando de um título a outro. Esse comportamento também pode ser desencadeado por um feedback imprevisível: a maioria dos artigos acaba não surtindo efeito, mas ocasionalmente você encontrará um que provoque uma forte emoção, seja raiva ou riso. Cada título ou link visitado é apenas mais uma rodada metafórica na máquina caça-níqueis.

Minimalismo digital by  (13%)

Cal Newport: Minimalismo digital (Portuguese language, Alta Books) No rating

O minimalismo é a arte de saber quanto é suficiente. O minimalismo digital aplica essa …

Os magnatas das mídias sociais precisam parar de fingir que são deuses nerds amigáveis construindo um mundo melhor e admitir que são apenas produtores de tabaco usando ternos, vendendo um produto viciante para crianças. Porque, sejamos sinceros, verificar sua quantidade de “curtidas” é a nova nicotina.

Minimalismo digital by  (9%)

Greg McKeown: Essencialismo (Paperback, 2015, Editora Sextante) No rating

Eu odeio, odeio, odeio casos anedóticos. Eu não estou nem aí para os hábitos excêntricos do Bill Gates ou de qualquer CEO por aí. Não me importo com seu case de sucesso, não me importo com sua historinha bem-humorada para provar um ponto. Caguei para suas referencias bíblica literárias que você usa para fingir erudição. Não estou nem aí para os paralelos bizarros que você cria com algum fato histórico aleatório.

Greg McKeown: Essencialismo (Paperback, 2015, Editora Sextante) No rating

Na hora de avaliar, pense no critério mais importante da escolha e, simplesmente, dê a cada opção uma nota de 0 a 100. Se a nota for menor que 90, mude-a automaticamente para 0 e rejeite a opção. Dessa maneira você evita se enredar na indecisão ou, pior, nas notas 60 ou 70. [...] O benefício dessa abordagem ultrasseletiva para a tomada de decisões em todas as áreas da vida é claro: quando os critérios de seleção são muito amplos, acabamos nos comprometendo com opções demais. Além disso, dar valores numéricos simples às opções nos obriga a tomar decisões de forma consciente, lógica e racional em vez de impulsiva ou emocionalmente. Sim, é preciso disciplina para aplicar critérios rígidos. Mas não aplicá-los sai muito mais caro.

Essencialismo by 

Greg McKeown: Essencialismo (Paperback, 2015, Editora Sextante) No rating

A ideia de que podemos ter e fazer tudo não é nova. Esse mito tem sido pregado há tanto tempo que acredito que praticamente todo mundo que está vivo hoje foi contaminado por ele. Ele é vendido na publicidade, defendido nas empresas e incorporado a descrições de cargos que mostram listas imensas de habilidades exigidas. Também está embutido nas matrículas das universidades americanas, que exigem dezenas de atividades extracurriculares. A novidade é que hoje, época em que opções e expectativas se ampliaram de forma significativa, esse mito é ainda mais prejudicial. O resultado é gente estressada que tenta encaixar mais atividades ainda numa vida já sobrecarregada. Isso cria ambientes corporativos em que se fala do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mas onde se espera que os funcionários estejam à disposição no celular 24 horas por dia, sete dias por semana. E leva a reuniões onde se discutem até 10 “prioridades máximas”. A palavra prioridade deveria significar a primeiríssima coisa, a mais importante. No século XX, pluralizamos o termo e começamos a falar em prioridades. De forma ilógica, raciocinamos que, mudando a palavra, conseguiríamos modificar a realidade. Daríamos um jeito de conseguir várias “primeiras” coisas. E atualmente empresas e indivíduos tentam fazer exatamente isso. Mas quando muitas tarefas são prioritárias, parece que, na verdade, nenhuma é. Quando tentamos fazer tudo e ter tudo, nos vemos realizando concessões que nunca fariam parte de nossa estratégia intencional. Se não escolhemos conscientemente no que concentrar nosso tempo e nossa energia, os outros — chefes, colegas, clientes e até a família — escolhem por nós, e logo perdemos de vista tudo o que é significativo. Ao abrirmos mão de fazer as escolhas, permitimos que os interesses alheios controlem a nossa vida. [...] não basta dizer não aleatoriamente; é preciso eliminar, de forma intencional, deliberada e estratégica, o que não é essencial, e, além de se livrar de desperdícios óbvios de tempo, também não aproveitar algumas ótimas oportunidades.7 Em vez de reagir às pressões sociais que nos puxam em mil direções, devemos aprender a reduzir, simplificar e focalizar o que é essencial eliminando todo o resto.

Essencialismo by 

Marie Kondo: A mágica da arrumação (Paperback, Português language, Editora Sextante) No rating

A mágica da arrumação se tornou um fenômeno mundial por apresentar uma abordagem inovadora para …

Recentemente, notei que ter menos livros intensifica o impacto daquilo que leio, pois reconheço as informações importantes com mais facilidade. Muitos clientes, em especial os que se desfizeram de uma quantidade substancial de livros e papéis, observaram o mesmo. Em relação aos livros, timing é tudo. O primeiro encontro com um livro é o momento ideal para lê-lo. Para não perder esse momento, recomendo que você mantenha um acervo pequeno.

A mágica da arrumação by 

Marie Kondo: A mágica da arrumação (Paperback, Português language, Editora Sextante) No rating

A mágica da arrumação se tornou um fenômeno mundial por apresentar uma abordagem inovadora para …

As desculpas mais comuns que as pessoas dão para não se desfazerem de um livro são “posso querer ler este livro um dia” ou “posso ter vontade de relê-lo”. Pare um momento e conte quantos são os seus favoritos, aqueles que você realmente irá reler. Quantos são? Para algumas pessoas, esse número não passa de cinco. Para outras, pode chegar a uma centena. Mas, convenhamos, em geral quem lê tantos livros mais de uma vez tem profissões específicas, como escritores ou professores. Então sejamos realistas: na verdade, você vai reler bem poucos dos livros que guarda. Ou seja, assim como acontece com as roupas, você precisa refletir um pouco sobre a função desses objetos. Livros são essencialmente papel – folhas de papel com letras impressas. Seu verdadeiro propósito é ser lido, é transmitir informações. Essas informações é que têm significado, e não o livro em si. Você lê pela experiência da leitura. Você já teve essa vivência com os livros que leu, já absorveu seu conteúdo, mesmo que não se lembre dele. Logo, no momento de decidir o que irá guardar, não fique pensando se vai querer ler determinado livro de novo ou se domina seu conteúdo. Em vez disso, segure cada livro e sinta se ele o inspira ou não. Mantenha aqueles que lhe deixam feliz apenas por estarem ali, aqueles que você adora de verdade. Isso inclui este livro: se não sentir qualquer alegria ao segurá-lo, prefiro que o jogue fora. E quanto aos livros que você começou a ler e nunca terminou? Ou aos que comprou mas ainda não começou a ler? O que fazer com esses livros que você pretende ler algum dia? A internet facilitou a compra de livros, porém, como consequência, fez com que as pessoas tivessem muito mais livros não lidos do que antes. Tornou-se comum que as pessoas comprem um livro e pouco tempo depois já adquira outro sem sequer ter lido o primeiro. O problema dos livros que pretendemos ler é que são bem mais difíceis de descartar do que os que já lemos. [...] Se você perdeu a chance de ler determinado livro, ainda que tenha sido recomendado ou que você tenha desejado lê-lo tempos atrás, esta é a sua chance de libertá-lo. Você pode ter desejado lê-lo quando o adquiriu, mas se não o fez até agora a função desse livro foi ensinar que você não precisava dele. Não há necessidade de terminar livros que você para de ler na metade. Portanto, livre-se de todos eles. Será bem melhor ler um livro que realmente desperta seu interesse hoje do que um que deixou acumular poeira durante anos.

A mágica da arrumação by 

Marie Kondo: A mágica da arrumação (Paperback, Português language, Editora Sextante) No rating

A mágica da arrumação se tornou um fenômeno mundial por apresentar uma abordagem inovadora para …

Existem duas maneiras de guardar roupas: pendurá-las em cabides ou dobrá-las e colocá-las em gavetas. É compreensível que as pessoas prefiram pendurar as roupas, pois é menos trabalhoso. No entanto, recomendo que, como método principal, você dobre as peças. Mas é tão chato dobrar roupas! Se é isso que está pensando, é porque ainda não descobriu a diferença que faz em termos de economia de espaço. Ainda que isso dependa da espessura das roupas, é possível guardar de 20 a 40 peças no mesmo espaço em que se penduram 10 cabides. A cliente que citei acima tinha apenas um pouco mais de roupas do que a média das pessoas. Se ela dobrasse suas coisas não teria nenhuma dificuldade de guardá-las. Pode-se resolver todos os problemas de falta de espaço simplesmente dobrando as roupas com cuidado e do jeito certo. E essa não é a única vantagem de dobrá-las; o real benefício é que isso nos obriga a manusear cada peça. Ao passar as mãos pelo tecido, transferimos nossa energia para a roupa. Em japonês, “curar” é “te-ate”, que significa “colocar as mãos”. A expressão vem de uma época anterior à medicina moderna, em que se acreditava que apoiar as mãos sobre um ferimento promovia a cura. Sabemos que o toque carinhoso dos pais possui um efeito calmante nas crianças. De forma semelhante, uma massagem firme, porém gentil, com as mãos é bem mais eficaz para relaxar músculos tensionados do que ser esmurrado por uma máquina massageadora. A energia que flui das mãos parece curar tanto o corpo quanto a alma. O mesmo vale para as roupas. Quando seguramos uma peça e a dobramos com cuidado, acredito que lhe transmitimos energia. Dobrar da maneira correta deixa o tecido esticado, evita que amasse e dá mais elasticidade e resistência ao material. Além disso, é muito mais fácil visualizar as peças assim do que quando estão enfiadas de qualquer jeito numa gaveta. O ato de dobrar significa bem mais do que simplesmente deixar as roupas compactas para facilitar o armazenamento. É um gesto de cuidado, uma expressão de amor e gratidão pela maneira como elas protegem nosso corpo. Nesse processo temos a oportunidade de examiná-las uma a uma, avaliando o seu estado e os nossos sentimentos em relação a elas.

A mágica da arrumação by